O que vale mais a pena: Ser Autônomo ou PJ?

O que vale mais a pena: Ser Autônomo ou PJ?

Essa é a pergunta que não quer calar! Por isso, fizemos um comparativo com as duas opções para que você veja qual se encaixa melhor no seu perfil.

Vamos lá?

Autônomo

Existem alguns profissionais, prestadores de serviço, que não precisam necessariamente de um CNPJ para atuar. Este é o caso dos autônomos, mas não pense que por trabalhar de forma independente você não terá que lidar com burocracias.

Como autônomo, para atuar de forma legal, você precisa se cadastrar na prefeitura da sua cidade e realizar o recolhimento dos seguintes tributos:

  • ISS (Imposto Sobre Serviços – Municipal)
  • INSS (Previdência) – Prestando serviço para pessoa física, o autônomo pode escolher entre pagar 11% para a aposentadoria por idade ou 20% para tempo de serviço e idade. Caso esteja prestando serviço para PJ, clique aqui e saiba mais
  • Até 27,5% de Imposto de Renda, dependendo do rendimento

* O ISS varia de acordo com a cidade, no caso de São Paulo, por exemplo, se a empresa estiver cadastrada na prefeitura, a alíquota é ZERO.

Aqui é importante ressaltar que o INSS, assim como Imposto de Renda, é obrigatório! Ele não é facultativo como muita gente pensa. Então, se você tem rendimento e não recolhe INSS, fique atento! Para mais detalhes sobre o pagamento de INSS por autônomos, clique aqui.

Então, por exemplo, se você tiver um faturamento mensal de R$10.000,00, como autônomo, todo mês acabará desembolsando:

  • R$ 1.709,89 só de imposto de renda, (já que, de acordo com a tabela do IR, por receber mais de 4.664,68 por mês, entra na faixa de 27,5% do Imposto de Renda).
  • R$ 1.129,16 de INSS (para sermos justos no comparativo, para que a contribuição seja equivalente a do empresário, o autônomo precisaria contribuir com os 20%, já que dessa maneira estaria contribuindo para se aposentar por tempo ou por idade).

Totalizando R$ 2.839,05!

PJ

Atualmente para atuar como PJ, os regimes mais utilizados são o MEI (Microempreendedor Individual) e o Simples Nacional. Na verdade, o MEI faz parte do programa Simples Nacional, mas ele possui algumas limitações. Além de um leque de atividades reduzidas, para ser MEI, seu faturamento anual máximo não pode ultrapassar os R$81.000,00. Ou seja, se você recebe uma média mensal maior do que R$6.750,00 por mês, a melhor opção pra você é abrir uma empresa no Simples Nacional.

Criado em 2007, o Simples tem foco em micro e pequenas empresas, com faturamento anual de no máximo R$4.800.000,00. É chamado de regime simplificado porque, dentro do Simples, o pagamento dos impostos mensais é feito por meio da DAS, que é uma guia única que reúne os seguintes impostos: IRPJ, CSLL, COFINS, PIS/Pasep, CPP, ISS.

O valor final da DAS pode variar entre 4,5% à 33% em relação ao faturamento. Isso vai depender de uma combinação de variáveis feitas pelo CNAE, que leva em consideração o tipo de atividade exercida pela empresa, e consequentemente o anexo no qual está inserida.

Mas, voltando ao nosso comparativo:

Ainda tomando como exemplo o Corretor de Imóveis, ao abrir uma empresa pelo Simples Nacional, esta atividade fica enquadrada no anexo III (para consultar todos os anexos do Simples Nacional, clique aqui)

Levando em consideração o recebimento dos mesmos R$10.000,00 por mês, a empresa entraria na faixa dos 6% de pagamento de impostos. Ou seja, o valor da DAS será de R$600,00 mensais.

Além disso, vale ressaltar a importância da retirada de um valor de pró-labore já que,  por definição, o sócio administrador  de uma empresa é considerado um “contribuinte obrigatório” da Previdência Social e é por meio do pró-labore que o microempresário realiza o pagamento do seu INSS (também em 11%).

Então, digamos que com o faturamento de R$10.000,00, esse corretor registre R$1.000,00 como pró-labore (este valor não pode ser menor do que um salário mínimo). Qual seria a soma de impostos mensais?

  • DAS – R$600,00
  • INSS – R$110,00

TOTAL – R$710,00

Resumindo: Como autônomo, este profissional que recebe R$10.000 por mês, desembolsaria R$ R$ 2.839,05 com impostos. Enquanto que, sendo PJ com uma empresa aberta pelo Simples Nacional, gastaria apenas R$710,00 com os impostos mensais.

Uma economia mensal de R$ 2.129,05!

Além de transparecer que você está mais bem estruturado como profissional liberal, e da economia com impostos, existem outros fatores irão te beneficiar. Vamos a alguns exemplos:

  • Aumento do Score de Crédito: O PJ consegue um DECORE e tem mais facilidade na hora de pedir empréstimos bancários em seu nome, caso queira financiar um bem, por exemplo;
  • Descontos em planos de saúde: Muitas operadoras de saúde tem planos mais atrativos para empresas, incluindo as Microempresas (ME) e os Microempreendedores Individuais (MEI), do que para pessoas físicas;
  • Estando regularizado, você terá acesso a benefícios previdenciários como: licença maternidade, auxílio doença, aposentadoria por idade ou invalidez, entre outros.

Lembre-se de que por ser PJ, sua empresa precisa contar com um escritório de contabilidade e esse gasto precisa ser considerado. Não que isso seja um problema, já que com o Simplificador você irá pagar muito pouco por isso.

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